A Marina tá na fase das descobertas das palavras, dos nomes das coisas, apesar de falar quase tudo. Ontem, no café da manhã. - Filha, você quer queijo? - Não, quero esse rosa (apontando para o presunto). E logo em seguida, comendo, disse: - Ai, eu adorA queijo rosa! queijo rosa > presunto :)
- Não quer ir pá escolinha, mamãe. - Mas filha, hoje o dia vai ser tão legal lá... Vai ter aula de música! - Não qué aula de música. Qué aula de skate.
Dizem que os leoninos não tem problema de auto-estima baixa.
Ontem tive a prova que isso é a mais pura verdade.
Estava chovendo... dei um banho nela e coloquei uma roupa mais quentinha [que costumo usar apenas para sair]. Penteei o cabelo, coloquei um lacinho no cabelo e ela foi se olhar no espelho e soltou: "EU SOU MUITO FOFINHA, NÉ? "
A Nina tem três primOs, filhos dos meus irmãos. Então ela reina absoluta como "princesinha" da família materna. Queria muito que a convivência deles fosse maior e, por isso, sempre faço o possível para estarem juntos em datas comemorativas.
As fotos foram tiradas no fim de outubro, no aniversário de 3 anos do priminho Rafael. Nem preciso dizer que ela adorou...
Ontem, dia 19 de janeiro, um dia antes da Nina completar 2 anos e 5 meses. Guarda esta data, pequena. Foi sua estreia no cinema.
A ideia era irmos ao Salvador Shopping, perto de casa. Mas quando chegamos na fila veio o anúncio que os ingressos tinham esgotado. Saímos correndo de lá e fomos para o Shopping Paralela. Não foi em 3D, mas conseguimos comprar. O filme escolhido foi Frozen: uma aventura congelante.
Claro que ela não entendeu a história mas ficou impressionada com "a TV grandona, mamãe" e dançou diversas vezes com as músicas divertidas e emocionantes que só a Disney consegue criar. Update: No dia seguinte, a babá dela veio me perguntar se era verdade que ela tinha ido ao cinema. E mais, ela também falou detalhes do filme como " tinha um boneco de neve, muito gelo"... Não é demais?
A Marina já fala tudo direitinho. Forma frases e tudo mais. Hoje pela manhã.
- Vamos brincar de bola com a Marina, mamãe? - Não posso filha. Vou trabalhar. - Por favor, vamos jogar. É divertido, mamãe! ---------------------------------------- - Mamãe, o que você está fazendo? - Tomando café, pequena. - Ahhh, tá bom! --------------------------------------- Eu dando o almoço pra ela e ela enrolando... - Filha, abre a boca, por favor? - Deixa a carninha sair primeiro, mamãe. --------------------------------------
Foto tirada no centro de Porto de Galinhas/Pernambuco em uma das placas fofas que tem por lá
Levei a Nina ao consultório da pediatra em dezembro, mais cheio que sempre, o que significa
tempo e paciência. Encarei porque confio cegamente na médica dela e eu já
estava atrasada na consulta dos dois anos.
Sem vontade de bater papo com outras mães e ficar disputando
as gracinhas que os filhos fazem, sentei e esperei. Saí diversas vezes da sala
lotada com a pequena para tomar um ar no corredor.
Um cara chegou sozinho e não conseguiu mais vaga para o mês.
Ele sentou ao meu lado e parecia perdido. Olhou para Nina e acertou em cheio a idade dela. Pediu minha opinião sobre a médica. Respondi.
Ele tem um filho da mesma idade e descobriu “um problema que tem deixado a família muito triste” e queria falar com outros profissionais. Estava com uma agenda e me mostrou várias páginas preenchidas [a mão!] com nome, telefone, indicações, valores de pediatras. O retrato fiel do desespero de um pai.
Perguntei se ele não queria conversar com a pediatra,
só pra ver se ela era especialista no assunto. Se fosse, valeria a pena marcar
uma consulta ou ter uma opinião dela. E, por insistência minha, falei para ele
passar na minha frente.
Não sei como foi a conversa dos dois. A última cena foi ele perguntando
meu nome, agradecendo e segurando a porta para eu entrar na sala da médica.
Ontem à noite, com insônia, lembrei da cena. E torci pra que ele não desista na procura. Tem [poucas] coisas nesta vida que vale a pena insistir.